A escolha do amor segundo a Psicologia

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Publicado em 10.03.2017

É possível entender o motivo pelo qual os casais se apaixonam de acordo com a ciência

Como escolher o parceiro ideal? Alma gêmea existe? Há uma técnica para descobrir quem combina com quem? De acordo com a Psicologia, ciência que estuda o comportamento humano, é possível entender como as pessoas escolhem o companheiro amoroso. Segundo o artigo “O Amar, o Amor: uma perspectiva contemporâneo-ocidental da dinâmica amorosa para os relacionamentos”, do psicólogo Thiago de Almeida, existem princípios capazes de revelar a dinâmica afetiva e o momento que ocorre a seleção de parceiros, em outras palavras como o amor acontece a partir da visão da Psicologia.

 

Com base nos estudos de Almeida, há seis princípios que atuam na mente humana na hora da escolha do amor. São eles a homogamia ou semelhança, que se trata da tendência das pessoas a escolherem parceiros com características semelhantes às suas. Um exemplo claro disso é a busca por pessoas na mesma área de atuação profissional ou que pratiquem os mesmos hobbies. Outro princípio é a admiração, que se caracteriza pela atração por pessoas com características que valorizem as que ele próprio possui. A complementaridade, que visa uma forma de escolher pessoas com qualidades que a mesma não possui, a fim de se completar. A heterogamia, que é o princípio baseado na busca de um determinado conjunto de diferenças entre os parceiros afetivos que contribuem para que um relacionamento amoroso aconteça entre eles, ou seja, a procura pelo seu oposto. O penúltimo princípio são as médias ponderadas dos defeitos e das qualidades, onde o indivíduo faz um balanço das qualidades e defeitos do outro e avalia de forma racional cada um, buscando a importância de cada um deles. Por fim, os defeitos graves, onde a pessoa busca um parceiro amoroso que possua as qualidades que ela deseja, além de exigir que tenha apenas defeitos que possam ser tolerados.

 

A partir de alguns desses princípios o ser humano é capaz de definir o parceiro ideal para um relacionamento. Além disso, Almeida ainda enumera outros fatores que influenciam essa escolha, como proximidade física (trabalhar no mesmo lugar, morar próximo, etc), possuir os mesmo valores e ideais, histórico compartilhado de relacionamentos, entre outros.

 

Existe parceiro ideal?

 

 

Para a estudante de publicidade e intercambista em Portugal, Fernanda Leal, o parceiro perfeito é aquele que sabe respeitar a sua individualidade. “Que incentiva você a crescer cada vez mais e entende os momentos em que você quer estar só”, justifica.

 

O psicólogo Thiago ressalta ainda que a aparência física tem uma grande intervenção neste processo. “A beleza parece ter uma influência importante entre os membros que iniciam um relacionamento, pelo menos nos estágios iniciais. Segundo estudos realizados, a beleza física tem uma esmagadora importância na determinação da preferência por esta ou aquela pessoa”, afirma o profissional.

 

O que motiva a estudante Gabriela Vital na procura de um novo amor é saber que o destino ou uma força maior do Universo irá unir duas pessoas no momento certo de suas vidas. “Sempre tive uma visão muito idealizada quando o assunto é romance, para mim o companheiro ideal tem que entender os momentos ruins e aceitar nossas falhas e qualidades”.

 

Por mais que pareça uma equação complicada o procura e o encontro de um grande amor acontece de forma simples e quando menos se espera. E por mais que a ciência tente explicar esse fenômeno e os motivos de como ele ocorre, somente as duas pessoas envolvidas poderam ter uma noção. Por que existem casais de todos os tipos, se é que é possível definir assim, alguns são a cópia um do outro, outros são completamentes diferentes e ainda se se entendem e dão certo. O amor é incógnita mais simples e única que existe.

 

 

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