A geração solitária

289 visualizações | Reportagens
Publicado em 01.04.2016

Geração Y é conectada ao mundo, mas desligada da vida real

Ansiosos, otimistas, viciados em tecnologia, imediatistas, engajados, irreverentes e sobrecarregados de informações. Esses são os membros da Geração Y, a atual leva de jovens adultos que predominam a população brasileira. Com características especificas de uma prole que veio ao mundo na era tecnológica, tendo o privilégio de crescer com acesso a televisão, diversas opções de canais e programas, superproteção e ausência dos pais viciados em trabalho (pertencentes à Geração X). O resultado é um perfil inquieto diante de tantas alternativas de futuro.

 

De acordo com pesquisa realizada pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência vinculado à Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 2015, esta geração é a mais solitária, se comparada as anteriores, sendo formada por 67% de solteiros. Isso se dá pela conexão excessiva com a tecnologia, como televisão, internet e games.

 

Nascidos entre os anos de 1990 e 2000, eles têm de 26 a 16 anos e 73% afirmaram a pesquisa que a principal atividade que exercem diariamente está ligada as redes sociais. Com essa realidade, pensando no dia a dia de uma família, esses mesmos jovens, consideram internet/wifi, computador e celular, como aspectos essenciais para a vida juntos, deixando em segundo plano, itens como geladeira, microondas e carro.

 

A estudante de Administração de 22 anos, Jéssica Ribeiro, acredita que isso acontece devido ao mau uso da tecnologia. ”Sem a internet perderíamos a praticidade e a agilidade de circulação de informação, além de ser um mecanismo que auxilia muito no comércio e principalmente na globalização, mesmo tendo afastado muito o contato físico entre as pessoas”.

 

Sem dúvidas e conforme consenso da maioria, a conectividade vem em primeiro lugar para essa geração que, praticamente, não conhece outra realidade. É comum ver uma turma de jovens que marcaram para se encontrar na casa de amigos ou em um shopping, por exemplo, interagirem com o celular mais do que com as pessoas que estão ao seu redor. Já é normal ter que disputar a atenção de um familiar dentro da própria casa, pois o mesmo prefere conversar com quem está online.

 

A baiana, Joice Santos, estudante de Direito, também concorda que a internet acaba afastando pessoas que estão perto. “A internet oferece vários recursos e é uma ferramenta indispensável, porém, as pessoas estão utilizando de forma excessiva”, diz Joice, que afirma acessar as redes sociais inúmeras vezes durante o dia.

 

O tempo gasto por brasileiros nas redes sociais são 60% maior que no resto do planeta, segundo pesquisa divulgada pela consultoria comScore. A soma é assustadora e chega a 650 horas mensais consumidas no Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, entre outras redes.

 

Família x amor próprio

 

 

Quando se fala em construção familiar, a Geração Y nutre o pensamento individualista, já que 60% deles ainda moram com os pais e não pensam em viver com outra pessoa tão cedo. Ainda segundo dados da mesma análise, 82% veem a estabilidade financeira como maior necessidade antes de pensar em ter filhos ou mudar o estado civil.

 

Diante dessa realidade, a Geração Y prevalece com o desejo de viver a própria vida, deixando de lado diversos aspectos considerados importantes pelas gerações anteriores, como casar, ter filhos e passar mais tempo coma família.

 

Todavia, a maioria dos jovens desta geração considera importante ter um conceito de família, mas essa não precisa ser formada necessariamente por homem, mulher e filhos. No entanto, deve prevalecer o amor, respeito e dialogo, conforme resultado da pesquisa realizada pela FAMECOS/PUCRS. Ou seja, eles querem aceitação e liberdade, sendo que 73% ambicionam conhecer várias culturas viajando pelo mundo, enquanto apenas 33% desejam se dedicar à família.

 

Particularidades essas que resultam em estatísticas científicas, onde 17% dos jovens brasileiros possuem características depressivas, que vão desde dificuldade de concentração a tristeza por longos períodos.

Trama épica emociona com mensagem de perdão e redenção

No filme Ben-Hur, o coadjuvante ganha destaque principal tirando o peso do enredo de guerra e destruição

Solteiras provam que felicidade vai além dos relacionamentos

Psicóloga enfatiza sobre a importância de aproveitar o período fora de uma relação e mulheres contam suas experiências na solteirice

Entrevista com o “criativo transgressor” da Euzaria

O publicitário Zé Pimenta conta como surgiu a ideia para criar o movimento e os próximos passos da empresa

Aprenda como vencer as lutas

No segundo filme das Crônicas de Nárnia, Príncipe Caspian, os irmãos Pevensie se veem diante de uma adversidade nunca vista, mas descobrem como vencer junto com Aslam

Blogueira Aline Pepe fala sobre sua paixão pela Disney e como é a vida em Orlando

A carioca conta detalhes de seu trabalho na Disney World, além de explicar como foi morar, definitivamente, ao lado do seu lugar preferido no mundo