A geração solitária

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Publicado em 01.04.2016

Geração Y é conectada ao mundo, mas desligada da vida real

Ansiosos, otimistas, viciados em tecnologia, imediatistas, engajados, irreverentes e sobrecarregados de informações. Esses são os membros da Geração Y, a atual leva de jovens adultos que predominam a população brasileira. Com características especificas de uma prole que veio ao mundo na era tecnológica, tendo o privilégio de crescer com acesso a televisão, diversas opções de canais e programas, superproteção e ausência dos pais viciados em trabalho (pertencentes à Geração X). O resultado é um perfil inquieto diante de tantas alternativas de futuro.

 

De acordo com pesquisa realizada pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência vinculado à Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 2015, esta geração é a mais solitária, se comparada as anteriores, sendo formada por 67% de solteiros. Isso se dá pela conexão excessiva com a tecnologia, como televisão, internet e games.

 

Nascidos entre os anos de 1990 e 2000, eles têm de 26 a 16 anos e 73% afirmaram a pesquisa que a principal atividade que exercem diariamente está ligada as redes sociais. Com essa realidade, pensando no dia a dia de uma família, esses mesmos jovens, consideram internet/wifi, computador e celular, como aspectos essenciais para a vida juntos, deixando em segundo plano, itens como geladeira, microondas e carro.

 

A estudante de Administração de 22 anos, Jéssica Ribeiro, acredita que isso acontece devido ao mau uso da tecnologia. ”Sem a internet perderíamos a praticidade e a agilidade de circulação de informação, além de ser um mecanismo que auxilia muito no comércio e principalmente na globalização, mesmo tendo afastado muito o contato físico entre as pessoas”.

 

Sem dúvidas e conforme consenso da maioria, a conectividade vem em primeiro lugar para essa geração que, praticamente, não conhece outra realidade. É comum ver uma turma de jovens que marcaram para se encontrar na casa de amigos ou em um shopping, por exemplo, interagirem com o celular mais do que com as pessoas que estão ao seu redor. Já é normal ter que disputar a atenção de um familiar dentro da própria casa, pois o mesmo prefere conversar com quem está online.

 

A baiana, Joice Santos, estudante de Direito, também concorda que a internet acaba afastando pessoas que estão perto. “A internet oferece vários recursos e é uma ferramenta indispensável, porém, as pessoas estão utilizando de forma excessiva”, diz Joice, que afirma acessar as redes sociais inúmeras vezes durante o dia.

 

O tempo gasto por brasileiros nas redes sociais são 60% maior que no resto do planeta, segundo pesquisa divulgada pela consultoria comScore. A soma é assustadora e chega a 650 horas mensais consumidas no Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, entre outras redes.

 

Família x amor próprio

 

 

Quando se fala em construção familiar, a Geração Y nutre o pensamento individualista, já que 60% deles ainda moram com os pais e não pensam em viver com outra pessoa tão cedo. Ainda segundo dados da mesma análise, 82% veem a estabilidade financeira como maior necessidade antes de pensar em ter filhos ou mudar o estado civil.

 

Diante dessa realidade, a Geração Y prevalece com o desejo de viver a própria vida, deixando de lado diversos aspectos considerados importantes pelas gerações anteriores, como casar, ter filhos e passar mais tempo coma família.

 

Todavia, a maioria dos jovens desta geração considera importante ter um conceito de família, mas essa não precisa ser formada necessariamente por homem, mulher e filhos. No entanto, deve prevalecer o amor, respeito e dialogo, conforme resultado da pesquisa realizada pela FAMECOS/PUCRS. Ou seja, eles querem aceitação e liberdade, sendo que 73% ambicionam conhecer várias culturas viajando pelo mundo, enquanto apenas 33% desejam se dedicar à família.

 

Particularidades essas que resultam em estatísticas científicas, onde 17% dos jovens brasileiros possuem características depressivas, que vão desde dificuldade de concentração a tristeza por longos períodos.

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