A tecnologia que ultrapassa limites

134 visualizações | Cinema
Publicado em 21.03.2017

Discussão sobre como filmes e séries tem nos levado a refletir sobre o avanço tecnológico

Quanto estamos dependentes da tecnologia? É só observar a primeira coisa que fazemos ao acordar ou antes de dormir, por exemplo. Agradece a Deus por mais um dia? Beija sua esposa ou marido? Ou pega seu celular para conferir as novidades nas redes sociais? Com certeza a última resposta é a mais provável. A cada dia estamos necessitados da sensação de estar conectado, de ter atenção ou apenas poder sentir algo novo por meio da tecnologia. É algo que vicia, que prende e nos deixa dependentes a cada nova rede social lançada.

 

Isso é tão sério que muitos filmes e seriados estão cada vez mais retratando essa realidade e nos fazendo refletir sobre o impacto que têm causado nas nossas vidas e principalmente na nossa relação com outras pessoas. No vencedor do Oscar de Melhor Roteiro de 2014, Ela, mostra como um solitário escritor reagiu a uma separação inesperada. O protagonista Theodore acaba se apaixonando pelo seu mais novo sistema operacional e ainda o chama de Samantha. Sim, olhando assim parece apenas loucura de um diretor, mas é só observar mais profundamente para entender o quanto isso está próximo da nossa realidade.

 

No Japão, por exemplo, a maioria das pessoas, principalmente os jovens, têm muita dificuldade em se relacionar, o que os impulsiona a buscar companhias virtuais, na internet e de maneira alternativa. Claro que a cultura influencia, mas o avanço da tecnologia também contribui bastante para esse isolamento social. Os japoneses já até inventaram bonecas sexuais hiper realistas. Onde vamos parar?

 

Inteligência artificial

 

 

Na quarta temporada do seriado americano Agents of S.H.I.E.L.D. esse tema também é abordado de forma mais profunda. O cientista Radcliffe cria uma inteligência artificial (I.A) bastante sofisticada a insere em um androíde com características completamentes idênticas a de um ser humano real, inclusive com pele e sangue artificial, além de um cérebro de luz que imita sensações, emoções e sentimentos humanos. Todo esse trabalho foi criado com o intuito de preservar a vida dos agentes da S.H.I.E.L.D., mas a partir do momento que se cria uma I.A independente tudo pode acontecer, e de fato acontece. Dentro dessa mesma vertente temos também o filme Ex Machina, onde o inventor bilionário, Nathan Bateman, cria o experimento Ava, uma robô programada com ambições humanas, que acaba aprendendo a mentir e manipular.

 

Será mesmo que a inteligência artificial é necessária para melhorar a vida do homem? De fato acredito que ter um robô para ajudar na manutenção de uma casa seria bastante útil, mas dá uma inteligência independente para ele já é ir longe demais. Os grandes diretores já usaram sua imaginação para mostrar o quanto isso pode prejudicar a raça humana, pois a ambição do homem não tem limites.

 

Falando de filmes e séries com essa temática é impossível não citar Black Mirror, principalmente o primeiro episódio da terceira temporada, que remete a algo tão próximo do nosso dia a dia. A protagonista está inserida em uma sociedade que depende das avaliações de outras pessoas. Uma rede social dita o destino de cada um e quanto mais likes e avaliações positivas, mais qualidade de vida e acessos a oportunidades. Ali todos vivem de aparecem a fim de alcançarem um status de vida melhor. Fingem estarem felizes, manipulam situações a seu favor e são simpáticas umas com as outras em troca de boas avaliações. Nada é sincero. Isso não soa familiar? No Instagram, por exemplo, não serve postar qualquer foto, só vale se estiver em uma viagem incrível ou em uma festa badalada. Tem gente até que modifica imagens só para aparentar estar em um lugar, que na verdade não estão. Outras compram seguidores falsos só para fingir ser popular e por aí vai. Não há limites quando o assunto é tecnologia.

 

Percebe-se que todas essas produções estão aí para nos fazer repensar e refletir no quanto as novas tecnologias podem trazer coisas boas, mas também coisas ruins. É difícil imaginar viver em um mundo sem comunicação instantânea, sem internet ou sem telefone, no entanto, mais difícil ainda é se ver em um mundo onde as pessoas não são mais verdadeiras e vivem de aparências, que preferem estar 100% conectadas do que inteiramente presentes. Chega a ser assustador notar quanto as pessoas preferem compartilhar momentos nas redes sociais do que viver intensamente aqueles momentos.

 

Vale a pena perder instantes preciosos por causa de uma rede social que há dez anos atrás sequer existia? Somos mais do que isso!

 

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