Blogueira Aline Pepe fala sobre sua paixão pela Disney e como é a vida em Orlando

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Publicado em 27.04.2016

A carioca conta detalhes de seu trabalho na Disney World, além de explicar como foi morar, definitivamente, ao lado do seu lugar preferido no mundo

Quem segue a Aline Pepe nas redes sociais e acompanha seu blog sabe que a carioca é fascinada pela Disney World. Seu primeiro trabalho, pedido de casamento e a própria cerimônia tiveram relação com o lugar mágico criado por Walt Disney.

 

Nesta entrevista, Aline explica detalhes de como conseguiu trabalhar dentro da Disney, quais seus parques favoritos, como é morar no lugar onde o mundo passa férias e muito mais.

 

Bel: Como surgiu seu amor pela Disney e pelos EUA?

Aline: A Disney é paixão de toda criança, né? Eu sempre fui menininha moleca, princesinha! Amava desde sempre! Mas a fissura mesmo começou em 2005 quando vim pra Disney pela primeira vez de excursão. Decidi que queria viver mais daquilo, e assim que voltei pro Brasil fui catar informações do que eu poderia fazer. Foi quando conheci o programa para estudantes, o International College Program (ICP). Me inscrevi, fiz, e nunca mais a Disney saiu de mim!

 

Bel: Aos 19 anos você começou a trabalhar na Disney. Como foi esse processo? Explica pra gente como você conseguiu essa oportunidade.

Aline: Como falei acima (e acabamos de entregar a minha idade), conheci o programa e soube que a Disney ia ao Brasil selecionar pessoas para trabalharem nos parques todo fim de ano. Na época, a gente tinha o Orkut, então entrei na comunidade "ICP 2006" e lá fui descobrindo o programa. Muitas pessoas que já tinham feito, estavam lá ajudando, tirando dúvidas e dando água na boca.

 

O processo começou em março, se não me engano. A STB (agência que faz esse contato Disney-Brasil, até hoje) divulgou em seu site que faria uma palestra sobre o ICP e que todos os interessados deveriam ir. Nesta palestra, pegamos uma senha e no mesmo dia tivemos nossa primeira entrevista, com o povo da STB mesmo (mas toda em inglês).

 

Eles queriam fazer uma triagem pra saber quem era ou não capacitado para avançar para a segunda etapa: a entrevista com os recrutadores da Disney. Essa segunda entrevista aconteceu meses depois. E após mais alguns meses para termos a resposta. Enfim, o processo de seleção é longo e doloroso, mas muito gostoso! Ainda hoje, é igualzinho. Ano passado fiz outro programa, o Super Greeter, esse processo já foi bem mais rapidinho. A Disney só pega pra outros programas quem já fez o ICP antes, então eles já tinham nossos registros. Fiz apenas uma entrevista por Skype e já tive resposta dois dias depois. Em duas semanas já estava de volta aqui!

 

Bel: Por quanto tempo você trabalhou lá?

Aline: Dois períodos de três meses. De novembro a fevereiro, aos 19 anos, e de maio a agosto do ano passado.

 

Bel: Você já falava inglês fluente quando foi trabalhar na Disney?
Aline: Sim! Para participar da seleção a pessoa tem que ter bom inglês.

 

 

 

Com as amigas em seu parque favorito, Magic Kingdom

 

Bel: Quais eram suas atividades na Disney e em quais parques trabalhou?
Aline: No ICP eu era fixa nas lojas da Fantasyland e do Magic Kingdom, mas fui relocada para a loja do Piratas do Caribe, por 15 dias. Além disso, eu pegava muitas horas extras. Trabalhei nos quatro parques, e até em um dos hotéis, o Wilderness Lodge. Eu ficava na loja atendendo as pessoas, às vezes arrumava as pelúcias, às vezes ficava no caixa, às vezes só tinha que ficar interagindo com os guests, às vezes ficava no carrinho que vendia pins, do lado de fora. Toda hora a função mudava.

 

Já no Super Greeter do ano passado eu trabalhei no Disney's Coronado Springs Resort, um hotel. Lá, minha função era auxiliar, em tempo integral, todos os brasileiros que se hospedavam (mas ficava mais com os americanos, lá não tem tantos brasileiros, por ser um hotel mais luxuoso). Fiz também muitas horas trabalhando no controle de paradas do Magic Kingdom e do Hollywood Studios.

 

Bel: Qual o seu parque favorito e qual menos gosta?

Aline: Magic Kingdom. Por tudo o que ele é e por me sentir um pouquinho dona dele. Mas não tem nenhum que eu não ame demais. Não existe mesmo!


Bel: Qual a maior aprendizagem você levou ao trabalhar na Disney?
Aline:
Aprendi a tratar as pessoas de uma maneira diferenciada, a engolir sapos e deixar o sorriso no rosto, autocontrole. Aprendi a levar a sério os sonhos e as realizações das pessoas, a valorizar a experiência de cada um, porque não sei tudo o que as pessoas passaram para realizar cada feito. Acho mesmo que aprendi muito e cresci como ser humano.


A vida em Orlando

 

Aline e seu marido Cesar Hortas comemorando seu aniversário, no início deste ano,

no hotel Polynesian, dentro da Disney 


Bel: Atualmente você esta de volta aos EUA. Como foi o planejamento para morar definitivamente fora do Brasil?
Aline:
Conheci meu marido aqui enquanto trabalhávamos na Universal Studios (é, também trabalhei na Universal - risos) e a gente sempre teve esse objetivo de morar aqui. Casamos, e viemos! Ele estuda aqui, faz um tipo de MBA em Administração de Negócios. Estamos felizes!


Bel: Morando em Orlando você está sempre nos parques da Disney. Como funciona esse acesso aos parques? O emprego do seu marido dá a vocês acesso livre aos parques? Explica pra gente.
Aline:
A gente comprou os passes, não ganhamos nada não (risos). Quem dera! Temos passe anual, ilimitado, então a gente vai bastante. Mesmo pra fazer jus ao investimento, porque é carinho.


Bel: Uma vez você disse no Instagram (@alinepepe) que nunca mais gostaria de voltar ao Brasil. Porque tomou essa decisão?
Aline:
Eu amo a maneira de viver do americano. Apesar de não concordar com tudo, claro, gosto de como eles são criados para acreditarem em si, para serem confiantes e saberem que nada é impossível. Eles têm isso bem enraizado desde novinhos. Fora todo sistema de um modo geral. A segurança, a limpeza, o respeito, a organização. Eu amo esse país! Ainda mais vindo do Rio de Janeiro, onde estava sempre em alerta, com medo de sair na rua. Vim pra cá porque quero criar os meus filhos aqui.

 

Bel: O que você mais gosta e mais odeia no Brasil?

Aline: Eu amo as pessoas e a lindeza que é o Rio! Como eu queria que o Rio fosse tão seguro e limpo quanto é lindo. Os brasileiros são seres únicos no mundo e eu realmente amo meu povo! Tanto que mesmo aqui, meus amigos, as pessoas que eu ando, são quase todas brasileiras. Gente boa, quente, esperançosa, divertida e criativa. Odeio todo restante!

 

Passeando no parque Animal Kingdom


Bel: Do que você mais sente falta?

Aline: Só sinto falta da minha família, minha igreja e meus amigos. Se eles viessem todos pra cá não ia ao Brasil nem de férias (risos).


Bel: Para você, quais as vantagens e desvantagens de morar em Orlando?
Aline:
Tirando a saudade, tudo aqui é vantagem! Como já respondi acima, aqui as pessoas são valorizadas, não tem medo de sair na rua, não tem medo de andar de ônibus com celular na mão. Realmente prefiro tudo aqui! O ruim é que a gente nunca é 100% realizada longe de quem a gente ama não é? Eu vivo isso na pele por aqui, não fico totalmente feliz porque me faltam as minhas pessoas.


Bel: Os valores de moradia, transporte e alimentação em Orlando compensam?

Aline: Nada é tão barato quanto se acredita no Brasil. A vida aqui é carinha, viu? Mas, por todo contexto, a meu ver, compensa sim.

 

Bel: Como foi conseguir alugar uma casa por aí? Vocês tiveram ajuda de alguém? Algum corretor ou algo do tipo?
Aline: A gente não teve nenhuma ajuda, não. Fomos batendo nos condomínios que mais gostávamos e perguntando as exigências de cada um. Por sorte (Deus), conseguimos o condomínio que a gente namorava desde o Brasil. Aceitaram tudo o que a gente tinha como comprovantes, sem fiador, sem depósitos milionários, sem nada! Foi Deus mesmo! (Fiz um vlog da nossa busca pelo apartamento, se quiser ver clique aqui)

 

Bel: Quanto ao transporte, foi preciso tirar outra carteira de motorista?
Aline: Sim, pra ter carro aqui é necessário ter a carteira americana. A brasileira só vale para turistas. Mas é fácil tirar. Bem mais fácil que no Brasil.


Bel: Foi difícil conseguir o visto?
Aline: Não! Só precisamos ter os documentos que pediram e a carta da faculdade dele.

 


Bel: O seu visto atual é de quanto tempo?
Aline: De quatro anos.


Bel: Deseja se tornar cidadã americana?
Aline: Seria um sonho! Hoje parece um sonho bem distante, mas creio que um dia vou ter essa vitória.


Bel: Quais dicas e conselhos você dá para quem deseja seguir seus passos e ir morar no lugar onde o mundo passa férias?
Aline: Que se planeje bastante e junte muito dinheiro! Porque os gastos iniciais aqui sempre vão ser bem maiores do que se imagina. A gente passou por uns apertos, mas Deus sempre ajudou e supriu tudo. Pra vir pra cá, tem que estar preparado pra encarar muita coisa, uma realidade bem diferente da de muita gente. Mas vai valer a pena! Eu faria tudo exatamente igual, mil vezes!

 

Meu conselho é para que não desistam dos seus sonhos, porque aqui nesse país, você tem a chance de realizar todos eles. Não estou falando que vai ser fácil, porque não vai. Mas, você vai ter a oportunidade e se correr atrás você vai conseguir. Não se iluda com quem conta histórias de vida fácil e não desanime com quem só conta relatos de coisa ruim. Cada um tem uma realidade, cada um tem as oportunidades diferentes aqui, cada um tem suas expectativas, seus contatos e seus planos.


Então ouçam as histórias das pessoas, mas nunca se baseiem por elas. Tem muita gente que gosta de melar os sonhos dos outros, também tem muita gente que ilude demais as pessoas com histórias de sucesso. Venha preparado pra correr riscos e crescer como ser humano. Com planejamento, pé no chão e deixando Deus no comando do barquinho. Vale a pena!

 


Gostou da entrevista? Quer conhecer mais sobre Aline Pepe? Visite seu site e siga-a em suas redes sociais. No Youtube, a blogueira mostrou como foi à viagem, a mudança e a escolha da casa, além de outras etapas de sua ida sem volta para os EUA. Mas não para por aí, ela também dá dicas de lugares bacanas em Orlando e outros vídeos bem produzidos e cheios de conteúdos.

 

 

 

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