Encontrando o caminho para Nárnia

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Publicado em 13.02.2017

Em um mundo perverso, a saga criada por C.S. Lewis chega como um refrigério de esperança para crianças e adultos

Repleto de analogias cristãs, todos os livros das Crônicas de Nárnia trazem ricas reflexões e ensinados com base nos verdadeiros princípios bíblicos. Escrito por C.S. Lewis, um ateu que se converteu ao cristianismo, as tramas dos sete títulos que compõem a saga retrata a história de um lugar mágico e perfeito, paralelo ao mundo real, que apenas é conhecido por algumas pessoas.

 

O enredo dos livros é tão rico que foi expandido para as telonas dos cinemas, tendo sido lançados, até então, três longas: “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”, “Príncipe Caspian” e “A Viagem do Peregrino da Alvorada”.

 

Já no primeiro filme lançado é possível notar a fidelidade com o livro, dando a garantia de grandes lições para o espectador. Nele, os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie são levados para o interior da Inglaterra a fim de fugir das batalhas da Segunda Guerra Mundial. Em uma casa misteriosa eles encontram um antigo guarda-roupa que os transportam para Nárnia. Uma terra cheia de seres místicos assolada por um inverno terrível há mais de 100 anos.

 

Coração puro

 

Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças,

de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18.3

 

Logo no início do longa é nos ensinado a importância de manter o coração como de uma criança. Nárnia é um lugar perfeito, cheio de vida, natureza e harmonia, mas lá não entrou nenhum homem ou mulher, exceto os irmãos Pevensie. Quatro crianças que ainda guardavam dentro de si a inocência.

 

Da mesma forma Cristo nos ensinou, como visto no versículo acima. Apenas eles puderam entrar pois tinham um coração puro e nós hoje também só poderemos conhecer o Reino dos Céus, o Reino de Deus, se tivermos o coração limpo como de uma criança. A criança não tem maldade, nem guarda mágoas, perdoa facilmente e ver tudo com bons olhos. Só sendo assim para herdar o Paraíso.

 

Dentre todos os irmãos, Lúcia foi a primeira a pisar em Nárnia. Porque? Ela era a mais nova e por isso a mais pura e inocente. Se algum dos outros descobrisse primeiro era capaz de nem sequer relatar aos demais, por acreditar ser um sonho ou apenas imaginação. Mas Lúcia em nenhum momento duvidou, mesmo que os outros achassem que ela estava brincando.

 

Desobediência e ganância

 

 

Os Pevensie faziam parte de uma profecia dada aos narnianos há muitos anos. Eles acreditavam que quatro irmãos iriam reinar em Nárnia e salvar o lugar do inverno tenebroso lançado pela Feiticeira Branca. No entanto, ninguém poderia imaginar que um deles iria ser o traidor. Edmundo escolheu o lado da ganância e traiu os irmãos e toda a Nárnia por querer ser maior que os demais. Ele era um dos irmãos do meio e deseja ser como o mais velho, Pedro. Motivado pela inveja ele decidiu seguir a Feiticeira, mesmo que isso colocasse a vida dos irmãos em perigo.

 

Mas no passado vocês, que não são judeus, desobedeceram a Deus.

Porém agora vocês receberam a misericórdia de Deus por causa da desobediência dos judeus.

Assim, por causa da misericórdia que vocês receberam, os judeus agora desobedecem a Deus

para que eles também possam receber agora a misericórdia dele.

Pois Deus fez com que todos se tornassem prisioneiros da desobediência a fim de mostrar misericórdia a todos.
Romanos 11.30-32 (Linguagem de Hoje)

 

Essa atitude de Edmundo não surpreende, pois logo nos primeiros minutos do filme é possível ver como ele era desobediente a mãe e aos irmãos mais velhos, Pedro e Susana. No livro isso também é mostrado de forma clara. E não tem como a desobediência trazer frutos bons.

 

Em seguida é visto como ele sofre nas mãos da Feiticeira, enquanto os outros são tão bem tratados na companhia de Aslam. As consequência sempre correspondem às nossas escolhas. Tudo que é plantado haverá colheita. Porém, se houver arrependido o perdão será encontrado.

 

Assim que Edmundo foi resgatado das mãos da Feiticeira, a primeira coisa que ele fez foi ir até Aslam. Os dois tiveram uma demorada conversa de redenção e sinceridade. Aslam ensinou que não se deve comentar os erros do passado. Se houve o genuíno arrependimento, a confissão e encontro com Ele, tudo já é passado. Ele ensina todos nós a seguir em frente, pois todos somos pecadores. É esquecer e fazer o certo daquele ponto em diante.

 

É preciso conquistar

 

 

Mesmo com a profecia dando garantias que tudo daria certo, a batalha é inevitável. Tanto os Pevensie como os próprios narnianos precisaram aprender a guerrear e travar uma luta contra o exército inimigo para alcançar a paz em Nárnia.

 

O interessante é que os narnianos criam tanto naquela promessa, que em nenhum momento deixaram a esperança ser abalada. Os primeiros humanos que chegaram a Nárnia já o fizeram ter absoluta certeza que a profecia estava se cumprindo. Mesmo que aqueles humanos fossem apenas simples crianças. Sim, eles não criaram expectativas, apenas creram. Em nenhum momento os desprezaram por serem jovens, mas mantiveram a fé, que Aslam não ia enganá-los. Isso não é um grande tapa na nossa cara?

 

Quantas vezes duvidamos da providência de Deus só porque não está acontecendo como imaginamos? Só porque o emprego está demorando de vim não significa que você irá passar fome. “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.” Salmos 37.25. Só porque você ainda não se casou, não se significa que irá morrer solteira. Ou ainda se aquele grande sonho não se realizou, não quer dizer que nada vai acontecer. É preciso tão somente crer que vai se cumprir. Os narnianos creram por 100 anos que iriam ser livres e quando tudo começou a se cumprir eles não estavam desanimados ou sem forças. Muito pelo contrário, eles estavam prontos para lutar e conquistar.

 

Crer em si mesmo

 

Aslam via em Pedro um grande rei, os narnianos também enxergavam nele coragem e valentia, mas o próprio Pedro não percebia nada disso. Ao olhar para si ele só podia ver um garato de 13 anos tentando manter os irmãos a salvo. Todos poderiam falar palavras de incentivo, mas apenas ele próprio poderia se tornar essa pessoa.

 

Em dois momentos a fé de Pedro foi provada e só no segundo ele conseguiu agi-lá. A partir de então tornou-se o rei Pedro, o magnífico. Só assim ele enxergou o seu potencial, assumindo seu lugar no comando do exército e liderando a batalha contra a feiticeira.

 

Não é assim que acontece com muitos nos dias de hoje? Até creem em Deus, mas estão longe de acreditar em si próprio. Leia “Não subestime a si mesmo”. 


Experiências espirituais geram amadurecimento

 

 

Após a vitória na batalha contra a Feiticeira, Nárnia viveu muitos anos de paz e harmonia. Os anos de ouro sob o reinado dos irmãos Pevensie. Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia cresceram como reis em Nárnia, mas no mundo real havia se passado apenas minutos da entrada deles no guarda-roupa.

 

Eles tiveram uma experiência única, que nenhuma outra criança havia tido antes. Como reis eles administraram Nárnia, criaram leis e foram tratados por todos como majestade. Imagine voltar a ser simples crianças depois de viver tudo isso? Era pra eles voltarem soberbos e cheios de si, sem nenhum senso de respeito pelos mais velhos, poderiam até ter problemas psicológicos. Mas nada disso aconteceu.

 

Os quatro irmãos aprenderam bastante na sua estadia em Nárnia. Lições de vida e aprendizados genuínos, sobretudo eles tiveram uma experiência espiritual. Pois Aslam, é o próprio Deus, lá Ele é chamado assim e no mundo real é conhecido como Jesus, O Cristo

 

Eles levaram apenas coisas boas de Nárnia, porque experiências espirituais geram amadurecimento tanto como pessoa quanto espiritualmente e consequentemente em todas as áreas da vida.

 

Não tem como assistir e/ou ler as Crônicas de Nárnia diversas vezes e não aprender uma coisa diferente a cada vez. É como a Bíblia, mesmo que você a leia um milhão de vezes, a cada leitura Deus lhe dará um aprendizado novo. Mas além de lê-la, o mais importante é buscar ter experiências espirituais com o Senhor, só assim será possível conhecer Nárnia de verdade

 

— Está também em nosso mundo? Perguntou Edmundo.
— Estou. Mas tenho outro nome.
Têm de aprender a conhecer-me por esse nome.
Foi por isso que os levei a Nárnia,
para que, conhecendo-me um pouco, venham conhecer-me melhor.
As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

 

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