Mulher Maravilha nos leva para uma nova era de filmes de super heróis

52 visualizações | Cinema
Publicado em 30.05.2017

A primeira super heroína do mundo finalmente recebe seu filme solo e precisamos discutir sobre isso

 

Criada para ser um personagem diferente dos já existentes, a Mulher Maravilha foi a primeira super heroína do mundo. Mas, não só isso, ela surgiu com a importante missão de educar por meio do entretenimento, levando um ambiente de amor e de paz, bem diferente das demais HQ’s existentes, que em sua maioria trazia guerra e violência.

 

O intuito era incorporar um propósito maior para os quadrinhos, que haviam se tornado uma febre nos anos de 1930. Então surgia ela, a amazona indestrutível inventada por William Moulton Marston, mas que nasceu mesmo foi no coração da sua esposa Elizabeth, que lhe inspirou a ousar, dando vida ao primeiro personagem feminino com poderes conhecidos apenas pelos homens. Nas palavras do próprio criador, a Mulher Maravilha é guiada pelo amor, ela só usa a violência para autodefesa e para ajudar os outros, muito além disso, ela derrota o vilão mostrando onde ele errou, ao usar o seu laço da verdade, e ainda o auxilia a se reintegrar à sociedade, através do reconhecimento de seus erros. Quer mulher mais poderosa do que essa?

 

Na época em que foi originada, a personagem surgiu como um ar fresco para tempos em que apenas o homem predominava em tudo. As HQ’s estavam apenas no domínio masculino, por conta disso Marston a criou, para entrar nos lares norte americanos a fim de mostrar que a mulher também merece assumir o seu lugar de direito na sociedade, deixando de ser coadjuvante para se tornar protagonista.

 

O legado

 

 

Anos se passaram e parecia que o legado de Marston não tinha tido muito efeito nas pessoas. Até que, 75 anos depois, a sua criação ganha o glorioso destaque que merece, com o lançamento do filme Mulher Maravilha. Tudo, desde a escolha da atriz até o figurino, foi recebido com bastante crítica, porém as coisas começaram a alcançar uma nova dimensão quando ela foi vista pela primeira vez nas telonas, durante sua aparição no filme Batman vs Superman.

 

Quando escalada para o papel, a esguia Gal Gabot não foi nem um pouco acolhida pelo grande público, que já era fã da personagem. Com o corpo magro e perfil nada atlético, a atriz veio para quebrar padrões e bater de frente com aqueles que imaginavam que a Mulher Maravilha deveria ser extremamente musculosa, chegando quase a masculinidade. O seu talento para interpretar a super heroína, tão presente no imaginário de jovens e adultos, foi capaz de derrubar todas as dúvidas que insistiam em afirmar que a mesma não se sairia bem no papel. Gabot calou a boca de muita gente que só a conhecia pela sua atuação na franquia Velozes e Furiosos, e hoje está aí como promessa de ser a nova grande estrela de Hollywood.

 

Demorou muitos anos para o projeto sair do papel e para Hollywood, de fato, acreditar no potencial da personagem para lhe dar um filme solo. Investiram em diversas séries e filmes, introduzindo personagens femininas em tramas mais importantes do universo de super heróis, como no filme Homem de Ferro, quando a Viúva Negra apareceu pela primeira vez e na série Agents of S.H.I.E.L.D., quando a Tremor ganhou mais notoriedade. Elas até protagonizaram seriados, como Jessica Jones e Supergirl, mas o cinema ainda era um passo grandioso demais, na visão deles.

 

Mais delas

 

 

Foi então que a Patty Jenkins assumiu o desafio e desenvolveu o tão desejado filme da Mulher Maravilha. Em recente entrevista, a diretora reafirmou que o longa não é sobre uma mulher, é sobre uma super heroína e é justamente isso que queremos ver. Mais relevância para mulheres nesse ambiente que ainda é tão masculinizado. Nos filmes de super heróis, até agora, elas permanecem em segundo plano, com poucas falas e tempo de tela. Até nas produções em que elas deveriam ser a personagem principal, a própria protagonista tem perdido espaço para os homens, como acontece de forma tão exacerbada em Supergirl.

 

Queremos mais séries de super heróis com mulheres recebendo o destaque que merecem. Em Jessica Jones isso acontece, mas a Jessica é mostrada de uma forma bastante masculinizada. Suas roupas são masculinas, não existe vaidade nela. Porque precisa ser assim? Porque uma personagem forte tem que ser representada desse jeito? Uma coisa não exclui a outra. Uma mulher pode ser forte, corajosa, mãe, esposa, profissional, super heroína e ainda assim não perder sua feminilidade, a sua essência, que lhe torna tão única e poderosa.

 

O filme Mulher Maravilha resgata esse legado de Marston e retoma a missão de apresentar uma super heroína forte o suficiente para não perder o que a faz ser única. Uma personagem feminina que não irá ser lembrada apenas por ser mulher e sim por ser poderosa. Uma produção que não será apontada como um bom filme protagonizado por uma super heroína, mas por um longa aclamado pela crítica por ter sido feito para bater de frente com os outros filmes de super heróis, se tornando tão bom quanto ou até melhor. É isso que queremos ver!

 

Mulher Maravilha estreia mundialmente no dia 1º de junho de 2017. Dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gabot, o filme ainda tem no elenco Chris Pane, Connie Nielsen, Danny Huston e Robin Wright.

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