The Vampire Diaries e seu fim surpreendente

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Publicado em 13.03.2017

Uma análise das oito temporadas do seriado e seu encerramento emocionante

The Vampire Diaries passou por muitas fases ao longo dos seus oito anos no ar. Desde sua estreia em 2009, quando nos apaixonamos pelo carisma do mocinho Stefan e pelo charme do vilão Damon, até a derradeira temporada finalizada na última sexta-feira, 10 de março, nos Estados Unidos.

 

Originalmente baseado na série de livros “O Diário do Vampiro”, escritos por L.J. Smith, o seriado na prática deveria ter como protagonistas, desde o início, os irmãos Salvatore. No entanto, a produtora da atração, Julie Plec, reinventou a história colocando a mocinha nos holofotes, sendo todas as temporadas, até a sexta, girando em torno do drama da humana Elena Gilbert.

 

Na primeira e segunda temporada, somos apresentados às histórias de Stefan, Damon e Elena, que mais tarde viveriam um belo triângulo amoroso. Mas quem arrasa mesmo nisso tudo é a Katherine Pierce/Petrova, ela sim conseguiu trazer humor negro, vingança e muito charme, que marcou o seriado de forma definitiva e a sua volta no último episódio não poderia ter sido melhor. Logo mais, a família Original é que ganha destaque, sendo os melhores vilões criados até hoje na história da TV americana, na minha opinião.

 

Falando de forma geral, devemos reconhecer a genialidade dos produtores e diretores de TVD ao criarem tramas tão envolventes, avassaladoras e criativas. Até mesmo depois dos anos de ouro, leia-se 1ª, 2ª e 3ª temporadas, quando muitas coisas desandaram e a série tomou um rumo bem diferente dos primeiros anos.

 

O rompimento de um ciclo

 

 

Durante todo esse tempo, Plec mesmo trazendo novos personagens e novas histórias, conseguia deixar a personagem de Nina Dobrev sempre em destaque, tudo acontecia por ela, para ela e por causa dela, sem chances para outros potenciais personagens, incluindo Stefan e Damon, que em todo tempo ficavam à margem de Elena. Quando finalmente Stefan se desvencilhou da sofrida protagonista e tocou a própria vida, uma chuva de críticas caíram nos produtores da atração. “Ele esqueceu ela muito rápido”, “Essa frieza explica que ele nunca a amou de verdade”, entre outras queixas. Mas a verdade é que o vampiro começou a escrever sua própria história, ganhando o destaque que merecia desde o início. Por outro lado, Damon se tornou loucamente apaixonado, deixando pra trás o que mais gostávamos nele, sua maldade e senso de humor indescritíveis. Ainda bem que na oitava temporada ele voltou um pouco a ser como era antes.

 

Elena era uma personagem extremamente irritante, cheia de dramas infindáveis, lamentações e de uma personalidade, muitas vezes, dúbia. Mas Nina Dobrev mostrou em TVD um potencial artístico incrível, mostrando muitas facetas através das intermináveis duplicatas de Elena. Essas sim não eram nem um pouco chatas, com características consistentes e diferentes uma da outra. Nem dá para acreditar que eram interpretadas pela mesma atriz. Katherine, Amara e Tatia viveram em épocas diferentes com dramas e sonhos variados, todas vividas por Dobrev de forma exemplar.

 

Nas seis temporadas que esteve presente, Elena Gilbert foi amada e odiada, porém, por muitas vezes seus dramas foram repetitivos demais, tornando a personagem cansativa. Na sétima e oitava temporada por muitos motivos não sentimos tanta falta da Elena, mas por tantos outros sentimos muito, justamente pelo fato do foco está sempre nela. Sem dúvidas, TVD sem Nina Dobrev trouxe um desfalque terrível para o elenco, pela simpatia de suas personagens, pelo talento nato e também pela sua relevância no enredo.

 

Desafio superado

 

 

O desafio dessas últimas temporadas foi reinventar um seriado que por seis anos tinha feito tanto sucesso tendo Elena Gilbert como protagonista. E agora, com clareza é possível dizer que a série deu uma grande derrapada na qualidade do enredo em seus anos finais. Foi-se o triângulo amoroso entre Stefan, Elena e Damon e nasceu outro, com Alaric, Caroline e Stefan. Não dá para negar que tudo aconteceu de forma demasiadamente forçada. Sério que Caroline se apaixonou por Alaric e ficou grávida magicamente de suas gêmeas? Foram sapos difíceis de engolir, mas a série permaneceu de pé até chegar, finalmente, a última temporada.

 

Esta oitava trouxe um foco bem maior para os Salvatore e isso foi um alívio para trama. Mas tudo aquilo de sereias e inferno foi um pouco demais. Pareceu ter sido uma história criada às pressas e sem muito cuidado. Apenas o romance entre Bonnie e Enzo trouxe um pouco de acalanto, para mim Bonnie sempre será uma das melhores personagens de The Vampire Diaries.

 

Com todos esses erros e defeitos dos anos finais, o episódio “I Was Feeling Epic”, que encerra o grande sucesso de TVD foi um presente surpreendente e gostoso de se ver. Quem poderia imaginar lá em 2009 que os irmãos Salvatore terminariam como simples humanos? Que Caroline construiria uma família e que Bonnie acabaria sozinha, ainda que poderosa?

 

Apesar dos pesares foi lindo ver como tudo se encerrou e a maravilhosa homenagem que os produtores fizeram a todos os personagens que tornaram The Vampire Diaries o grande sucesso que foi. Sem contar a mensagem final da trama, onde mostra que é possível encontrar a redenção e a paz quando existe um arrependimento sincero. E todos foram felizes para sempre… Exceto Caroline Forbes, que pelo visto tem muita história para contar ao lado de Klaus.

 

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